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Mês da Consciencialização do Cancro Gástrico: O Papel Vital da Endoscopia no Diagnóstico Precoce

Novembro é o Mês da Consciencialização do Cancro Gástrico, uma oportunidade essencial para alertar para a importância da prevenção, diagnóstico precoce e acesso a cuidados especializados. Embora o cancro gástrico seja menos falado do que outros tipos de cancro, continua a ser uma das principais causas de mortalidade oncológica no mundo — sobretudo porque costuma ser diagnosticado tardiamente.

O que é o cancro gástrico e porque é difícil detectá-lo cedo?

O cancro gástrico desenvolve-se no revestimento interno do estômago e, nos estádios iniciais, raramente apresenta sintomas claros. Muitas vezes, sinais como dor abdominal, má digestão, náuseas ou sensação de enfartamento precoce são confundidos com problemas digestivos comuns. Esta ausência de sintomas específicos faz com que o diagnóstico precoce seja um verdadeiro desafio.

É aqui que a endoscopia digestiva alta se torna absolutamente indispensável.

A Endoscopia Digestiva Alta é o exame mais eficaz para identificar alterações no estômago antes de se tornarem graves. Permite observar diretamente o esófago, estômago e duodeno, detectando lesões que não seriam visíveis em ecografias, TACs ou outros exames não invasivos.

Durante o procedimento, o médico pode:

  • Identificar lesões iniciais, muitas vezes microscópicas
  • Realizar biópsias, fundamentais para confirmar o diagnóstico
  • Avaliar e monitorizar doenças pré-cancerígenas, como gastrite atrófica e metaplasia intestinal
  • Intervir de imediato, removendo pequenas lesões ou controlando hemorragias

A endoscopia não só descobre o que não se vê, como permite atuar no momento. É por isso considerada o padrão-ouro no diagnóstico precoce do cancro do estômago.

Quem deve fazer endoscopia?

A endoscopia é especialmente importante para:

  • Pessoas com sintomas digestivos persistentes
  • Indivíduos infetados com Helicobacter pylori
  • Pessoas com historial familiar de cancro gástrico
  • Doentes com lesões gástricas identificadas previamente
  • Adultos acima dos 45–50 anos com queixas digestivas frequentes

Detectar a doença cedo pode significar tratamento menos agressivo e melhores taxas de cura.

Fatores de risco a conhecer

Alguns fatores aumentam significativamente o risco de cancro gástrico:

  • Infeção por Helicobacter pylori
  • Dieta rica em alimentos processados, fumados ou muito salgados
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Historial familiar
  • Gastrite atrófica, metaplasia intestinal ou pólipos gástricos

Informação e vigilância são essenciais para proteger quem tem maior risco.

Como apoiar esta causa?

  • Partilhar esta e outras informações relevantes sobre o tema
  • Incentivar familiares e amigos a realizarem endoscopias quando indicadas
  • Participar em iniciativas de consciencialização
  • Promover hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis

A consciencialização salva vidas. E, no caso do cancro gástrico, a endoscopia é uma das ferramentas mais poderosas que temos para diagnosticar precocemente, tratar eficazmente e mudar o futuro de muitas pessoas.

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